O Brasil comemora dia 24 de janeiro um século de Previdência Social.
Na década de 1970 surgiram os fundos de pensão e as primeiras fundações ou sociedades civis, sem fins lucrativos, para controlar e administrar o patrimônio dos ativos, constituídos e preservados pelas contribuições dos participantes.
Logo se multiplicaram com a adesão das grandes estatais (Banco do Brasil, Caixa e Petrobras…) e de numerosos conglomerados privados.
Em 2015, eclodiu o famoso rombo do fundo de previdência dos Correios (PORTALIS). Uma CPI comprovou que uma “gestão ruinosa” causou um prejuízo patrimonial de RS 12 bilhões.
Os participantes do fundo até hoje são penalizados com o corte de benefícios e cobrança de contribuições extras.
Processos foram abertos… o choro continua livre…
Em março de 2023, uma surreal “premiação” pelo “atingimento de metas nos anos 2019-2022”, engendrada por diretores e ex-diretores da Fundação PETROS (Petrobrás,) foi aprovada pelo Conselho Deliberativo. Após a Justiça do Rio liberar o pagamento, todos se demitiram, carregando no bolso um “super-bônus de R$ 9,3 milhões”…
Nunca a fundação passou por um período gerencial tão calamitoso para sua saúde financeira,
Para encobrir ter “fechado 2022 com R$1,35 bilhão no vermelho”, com aplicações financeiras que deram prejuízo, foi implantado um Plano de Equação do Déficit (PED, para encobrir o rombo acumulado.
Os participantes da PETROS foram surpreendidos no Natal de 2023 com o redentor presente da Equação: redução de benefícios e contribuições extras até se pagar o escandaloso rombo.
Os Sindicatos tentam impedir na Justiça a cobrança abusiva dessas contribuições extras.
O choro continua livre com a vergonha da impunidade nacional…

Deixe uma resposta