O antigo Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro, símbolo da história da atuação e cooperação internacional do Brasil, em prol da paz mundial, hoje, é um Museu.
Testemunhou a trajetória diplomática no Império, que se inicia com a gradual aproximação estratégica com os Estados Unidos, sem perder o intercâmbio comercial com a Europa.
Consagra-se com o reconhecimento de sua notável atuação pacificadora no pós-guerra de 1945, merecendo um assento rotativo no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em 1961, adveio a postura externa “Independente”, cujo objetivo principal era ampliar a participação do Brasil no cenário internacional com novas parcerias econômicas.
\Com o centro diplomático brasileiro transferido para o monumental Palácio dos Arcos, em Brasília, as relações exteriores atravessaram a onda do liberalismo, sem desvios na sua rota independente, até 1 de janeiro de 2023, quando adveio a visão de liderança intervencionista e seletiva nas relações internacionais, comandada por um ex-chanceler, investido com a credencial de “Assessor especial” da autoridade máxima do país.
Na sua influente doutrinação palaciana, o Brasil com sua 7ª posição na economia mundial, estaria apto a assumir um lugar de primazia na comunidade internacional, a partir de sua liderança no grupo de cooperação econômica dos países emergentes, providos das melhores taxas de crescimento econômico em escala mundial (BRICS), e assim enfrentar com o seu novo status de liderança ativa a prepotência do Ocidente nas relações internacionais.
O demagogo Chefão não se conteve e desabafou um desastroso improviso: “O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.
O improviso acusatório gerou uma crise interna com 155 assinaturas de impeachment e o repúdio internacional à interferência do Brasil nos conflitos mundiais.
O chefe das Relações Exteriores israelense condenou a comparação de que “Israel criou um Holocausto em Gaza”, e a qualificou como um “grave ataque antissemita que profana a memória dos que foram mortos no Holocausto”.
Nada é surreal: “assessor informal” prefaciou um livro, em 2023, na versão em português, “que expressou otimismo em relação ao grupo Hamas”.
O repúdio popular se fez presente na gigantesca manifestação de 1 milhão de brasileiros nas ruas de São Paulo, no dia 25 de fevereiro, contra o caos nacional e a irresponsável postura internacional.
Que Deus proteja o Brasil dos usurpadores do destino de ordem e progresso do país.

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